Sorri-me um sorriso cínico,
Cerra-me ambos os punhos.
Fita-me um olhar clínico,
Depõe-me falso testemunho.
E amola-me tua faca cega
E veste-me os teus farrapos
E escondes num beijo, ainda que delicado,
O hálito ébrio com que me embebedas
Assim, me confessas arredia
No desdém torpe da agonia
Teu sonho mais obstinado!
Romper com a memória do dia
Em que conveio-te a minha companhia
E fez-se cumprir nosso encontro malfadado!