Vês? É decadente a fama que anseias!
Benevolente é a rua - teto dos infelizes
Pois por entre indigentes agora vives
Na nudez do sereno - chave de tua cadeia!
Só então flertas com a fé de poucos
Na fome que torna-te pedinte.
Eis agora teu mais nobre requinte:
Saciar-se de tudo que resta de todos!
Pois um dia dissestes, frívola,
Com teu veneno típico de Víbora
Que teu sangue era nobre e soberano!
Agora, provas do mesmo
Enquanto, inútil, tentas a esmo
Aplacar a inexplicável fúria de todo ser humano!