No torpor de uma figura
A memória embalsamada
Acendendo toda e qualquer fulgura
Obsoleta no fundo de minh'alma!
Resplandeça temor
Faz de mim tua agrura
Na palavra feita pastor
Na urgência com que arrepia minha nuca!
Fizeste bem em me tentar
Pena, foste muito modesta
Se ao levantar voo logo sentes o pesar
Teu destino não tarda - certamente é a queda!
E só eu não quero testemunhar
Tamanha lisura
Desgraça tende a enxergar
Como enxerga o criador sua criatura!